Pálido ponto azul por Carl Sagan
Publicado Outubro 8, 2009 Links Deixar um ComentárioTags: carl sagan, pálido ponto, pálido ponto azul, video carl sagan
A vida não é um mar de rosas, não é como tomar doce de criança.
A vida está em desiquilíbrio e pra cada canto de um novo pássaro que você ouvir, haverá homens agredindo mulhers brutalmente, para cada nascer do sol, haverá vidas sendo abortadas cruelmente, para cada chicara de café quente que você bebe pela manhã, haverá um estuprador livre pelo mundo. Haverá políticos corruptos, a ganância pelo dinheiro, gente morrendo de fome, haverá quem se aproveite dos oprimidos, a caça desenfreada por um estilo de vida compulsivo continuará.
Pessoas farão notícias com o sofrimento dos outros, guerras e mortes não cessarão, crianças continuarão tendo que ser amputadas na África e no Oriente Médio, senhoras continuarão a chorar em cima dos corpos de ou túmulos de seus filhos, crianças continuarão a perder sua inocência sendo violadas por mentes deliquentes. Essa é a vida, a sede por sangue formiga sobre nossa existência.
Homens como os de antes
Que não se rendiam ao desconhecido
Que partiam a novos mundos, só pelo prazer da busca
Pessoas que não se apegavam a nada
Não tinham moradias, vícios ou egos.
Homem ou mulher qualquer não poderiam os prender
Bravura misturada a coragem, era do que eram feitos
Existia o respeito a terra que os alimentavam e ao sol que os aqueciam
Agora estamos fadados a ver nossos pais
caídos em vícios criados pelo próprio homem
Famílias inteiras sendo despedaçadas
por meras criações próprias.
O que era pra ser considerado tranquilizante, relaxante
cada vez se torna um monstro negro que se apodera das almas humanas
ele caminha na rua escura, à sombra de um pai de família,
de um filho único guiado pelo desejo de se drogar
Criamos nossas próprias doenças
É hora de destuir tudo e nunca reconstruir.
No conto, trata-se de um rei, grande amante de roupas novas, ao qual alguns alfaiates prometem um traje extraordinário, cujo tecido tem a especial qualidade de permanecer invisível para quem não estiver à altura do cargo que ocupa. Os cortesãos que vêm para assistir ao trabalho dos alfaiates nada vêem, porque os alfaiates movem suas agulhas no ar. Mas, lembrando-se da qualidade própria daquele tecido, todos dizem vê-lo e extasiam-se com sua beleza. O rei faz o mesmo. Chega o momento da procissão, na qual, deve aparecer com seu novo traje. Ele se desnuda e veste o traje imaginário, isto é, permanece nu e assim passeia pela rua. Mas, lembrando-se da qualidade do tecido, ninguém se decide a dizer que não existe roupa até o momento em que uma criança grita: “Olhem, está nu!”
Troquem a figura do rei por um governante.
Trecho retirado do livro O Reino de Deus está em Vós por Leon Tolstoi.
Discurso de Guilherme II para os jovens soldados
Publicado Maio 26, 2009 Protesto Deixar um Comentário
Recrutas! Diante do altar e do servo de Deus, vós me haveis jurado
lealdade! Sois ainda demasiado jovens para compreender toda a importância do que aqui foi dito, mas cuidai an1tes de tudo de obedecer às ordens e às instruções que vos serão dadas. Vós me haveis jurado, jovens da minha guarda; agora sois portanto meus soldados, a mim pertenceis, pois, de corpo e alma. Para vós, hoje, não existe senão um inimigo, aquele que é meu inimigo. Com os atuais ardis socialistas, poderia ocorrer que eu vos ordenasse dispararem vossos parentes, em vossos irmãos, também em vossos pais, em vossas mães (que Deus não permita!); ainda assim devereis obedecer às minhas ordens sem hesitar.
“Quando penso somente nesta palavra guerra, me assalta um desânimo, como se me falassem de bruxaria, de inquisição, de algo longínquo, fundo, abominável, monstruoso, contra a natureza.
Quando se fala de antropófagos, sorrimos com orgulho, proclamando a
nossa superioridade sobre aqueles selvagens. Quais são os selvagens, os
verdadeiros selvagens? Aqueles que se batem para comer os vencidos ou
aqueles que se batem para matar, com o único intuito de matar?
Os soldados de infantaria que correm ao longe estão destinados à
morte, como o rebanho de carneiros que um açougueiro vislumbra diante de si na estrada. Cairão numa planície, com a cabeça quebrada por um golpe de
espada ou com o peito perfurado por uma bala; e são jovens que poderiam
trabalhar, produzir, ser úteis. Seus pais são velhos e pobres, e suas mães, que durante vinte anos os amaram, adoraram como adoram as mães, saberão
dentro de seis meses, ou talvez de um ano, que seu filho, o menino, o menino
grande educado com tanto sacrifício, com tanto dinheiro, com tanto amor, foi jogado numa fossa, como um cachorro, depois de ser estripado por um tiro de canhão e pisoteado, amassado, moído pelas cargas de cavalaria. Por que mataram seu filhinho, seu lindo filhinho, sua única esperança, seu orgulho, sua vida? Ela não sabe. Sim, por quê?
A guerra!… lutar!… degolar!… massacrar os homens!… e temos hoje,
em nosso tempo, com a nossa civilização, com a vastidão da ciência e com o
grau de filosofia ao qual o ser humano acredita haver chegado, escolas onde se aprende a matar, e matar a distância, com perfeição, muita gente ao mesmo tempo, a matar pobres diabos de homens inocentes, arrimos de família e sem antecedentes criminais.
E o mais assombroso é que o povo não se volte contra os
governos. Que diferença há, então, entre as monarquias e as repúblicas?
O mais assombroso é que a sociedade inteira não se rebele contra esta
palavra guerra.
Ah! Viveremos sempre sob o peso dos velhos e odiosos costumes dos
preconceitos criminosos, das idéias ferozes dos nossos antepassados bárbaros, porque somos bestas e continuaremos bestas que o instinto domina e nada muda.
Talvez não houvesse sido condenado ao desterro um outro que não fosse Victor Hugo, quando lançou aquele grito de libertação e de verdade? Hoje, a força chama-se violência e começa a ser julgada; a guerra é posta em cheque. A civilização, por denúncia do gênero humano, instrui o processo e reúne a grande documentação criminal dos conquistadores e dos capitães. Os povos começam a compreender que o engrandecimento criminal de um delito não
pode ser a diminuição; que se o ato de matar é um delito, matar muito não pode ser uma circunstância atenuante; que se o ato de roubar é uma vergonha, invadir não pode ser uma glória! Ah! proclamemos estas verdades absolutas, desonremos a guerra!
Cóleras vãs, ira de poeta. A guerra é mais venerada do que nunca.
Um hábil artista neste setor, um massacrador talentoso, o senhor
Moltke, respondeu um dia, aos delegados da paz, com estas estranhas palavras: “A guerra é santa, instituiu-a Deus; é uma das leis sagradas do mundo; mantém nos homens todos os grandes e nobres sentimentos: a honra, ofcdesinteresse, a virtude, a coragem, e impede-os, numa palavra,
de cair no mais horrível materialismo.”
Assim, reunir-se em rebanhos de quatrocentos mil homens, marchar
dia e noite sem repouso, em nada pensar, nada estudar, nada aprender, nada
ler, a ninguém ser útil, dormir emporcalhados na lama, viver como brutos em
contínuo hebetismo, saquear cidades, incendiar vilarejos, arruinar povos, baterse então com outra aglomeração de carne humana, cair sobre ela, fazer lagos de sangue, planícies de carne massacrada misturada à terra enlameada e avermelhada por pilhas de cadáveres; ter arrancados braços ou pernas,
despedaçado o cérebro sem proveito para ninguém, ou explodir num campo
enquanto seus velhos pais, sua mulher e seus filhos morrem de fome: eis o que se chama não cair no mais horrível materialismo!
Os homens de guerra são o flagelo do mundo. Lutamos contra a
natureza e a ignorância, contra obstáculos de toda espécie, para tornar menos dura a nossa mísera vida. Existem homens, benfeitores, cientistas, que
consomem sua existência a trabalhar, a procurar o que pode ajudar, o que pode socorrer, o que pode servir de alívio a seus irmãos. Continuamente imersos em sua útil tarefa, acumulam descobertas, ampliam os horizontes da mente humana, enriquecem o património da Ciência, dedicam à sua pátria, a cada dia, bem-estar, abundância, força. Vem a guerra. Em seis meses, os generais destruíram vinte anos de esforços, paciência e génio.
Eis o que se chama não cair no mais horrível materialismo.
Nós vimos a guerra. Vimos os homens, embrutecidos, fora de si, matar
por prazer, por terror, por bravata, por ostentação. Quando o direito não mais existe, quando a lei está morta, quando desaparece qualquer noção de justiça, vimos fuzilar inocentes encontrados pela estrada e transformados em suspeitos porque tinham medo. Vimos matar cães acorrentados defronte às portas de seus patrões, para experimentar revólveres novos; vimos metralhar por prazer vacas deitadas num campo, sem qualquer razão, para tirar as balas dos fuzis, assim, de brincadeira.
Eis o que se chama não cair no mais horrível materialismo.
Entrar numa aldeia, trucidar o homem que defende sua casa, porque
veste uma camisa e não traz na cabeça um quepe, queimar habitações de
miseráveis que não têm mais pão, arrebentar móveis, roubar outros, beber o
vinho encontrado nas cantinas, violar as mulheres encontradas nas estradas,
queimar milhares de liras e deixar atrás de si a miséria e a cólera.
Eis o que sé chama não cair no mais horrível materialismo.
O que fizeram então para dar provas de um pouco de inteligência os
homens de guerra? Nada. O que inventaram? Canhões e fuzis. Eis tudo.
O inventor do carrinho de mão não fez mais pelo homem com esta
simples e prática idéia de aplicar uma roda a dois bastões do que o inventor das modernas fortificações?
O que resta da Grécia? Livros, mármores. Será grande, talvez, porque venceu? Ou porque produziu?
Foi a invasão dos persas o que os impediu de cair no mais horrível materialismo?
Foram as invasões dos bárbaros que salvaram Roma e a regeneraram?
Napoleão I continuou, talvez, o grande movimento intelectual iniciado
pelos filósofos no fim do século passado?
Pois bem, já que os governos desta forma se atribuem o direito de morte
sobre os povos, não é de admirar que os povos se atribuam o direito de morte sobre os governos.
Eles defendem-se. Têm razão. Ninguém tem o direito absoluto de
governar os outros. Não se pode fazê-lo senão para o bem daqueles que dirigem.
Qualquer governo tem o dever de evitar a guerra, como um capitão de navio tem o de evitar o naufrágio. Quando um capitão perde sua embarcação, é julgado e condenado, se reconhecido culpado de negligência ou mesmo de incapacidade. Por que não se deveria julgar um governo após cada guerra declarada? Se os povos compreendessem isto, se julgassem por si mesmos os poderes assassinos, se não admitissem deixar morrer sem razão, se
empregassem suas armas contra aqueles de quem as receberam para
matar, nesse dia a guerra estaria morta… Mas esse dia nunca chegará.”
Outro dia estava assistindo a uma matéria que mostrava a morte de um reportér fotográfico e o apresentador o defendeu dizendo que o rapaz não merecia tal morte porque era de bem (existe alguém mal?) e estava somente tentando ganhar a vida.
Ganhar a vida é se matar de trabalhar pra conseguir sobreviver, enquanto o Estado mama nas tetas da população ou se foder todo, fazer o impossível pra pagar uma faculdade particular ou um cursinho pra tentar a faculdade pública porque o Estado não assegura educação de 3º Grau à todos?
Ou ganhar a vida talvez seja, ter dinheiro pra contratar alguns seguranças pra te proteger de roubos, mortes e o que é pior ainda ser morto por um dos seguranças? (Caso de Arthur Sendas)
Ou então ter que passar por cima de todos no seu emprego pra conseguir aquela promoção que vai te ajudar a comprar um carrinho pra não ter que andar mais de ônibus ou metrô?
Isso pra mim é perder a vida, perder a oportunidade de aproveitar o máximo que a vida tem a oferecer.
A sociedade nos corrompe com esses ideais de baixo moralismo, de falta de humildade e ambição. Nos libertamos disso então eles não poderão mais nos manipular com essas idéias que os sustentam até hoje.
Uma maioria, trabalhando em postos de gasolina, sendo escravo do colarinho branco ou limpando chão de banheiro.
O topo da pirâmide é o que nós precisamos destruir, o que falta é coragem pra sair do comodismo e enfrentar a nossa verdadeira revolução.
Tenha Coração
Publicado Fevereiro 19, 2009 Protesto Deixar um ComentárioTags: coquetel molotov, coragem, entendiante rotina, ser mais humanos
Nós deixamos de ser humanos porque não somos livres. Somos guiados pela entendiante rotina de nossas vidas. Sem a educação necessária, nos tornamos em escravos.
Segundo Bakunin, o anarquista é considerado como “um apaixoado amante da liberdade, considerando-a como única condição sob a qual a inteligencia, a dignidade e a felicidade humana podem desenvolver-se e crescer”.
Negar nossa liberdade é negar nossa condição como humanos.
Hoje estamos na maior parte do tempo trancados no nosso trabalho, assistindo tv, navengando na intenet, nos maltratando com álcool e drogas.
A distração é tanta que não nos cuidamos mais, famílias estão sendo destruídas pela falta de liberdade, porque é sobre a liberdade que o amor pode florescer.
Sejamos mais humanos, tenhamos coração, coragem e um pouco que coquetel molotov.
A ignorância da classe-média e baixa (LINK)
Publicado Fevereiro 17, 2009 Links Deixar um ComentárioTags: controle remoto blog, ignorancia classe-baixa, ignorancia classe-média
Outro dia lendo meus feeds, me deparei com esse excelente artigo do Controle Remoto Blog!
Esse artigo fala da ignorancia da classe-média e baixa em relação ao consumismo.
Discriminação
Publicado Fevereiro 17, 2009 Protesto Deixar um ComentárioTags: atrizes pornos, discriminação, estelionatários, stormy daniels, traficantes
De fato eu tenho admiração por alguns “papéis” feitos por pessoas e que a sociedade recrimina veementemente.
Traficantes, estelionatários, membros de máfias, prostitutas, atrizes pornôs, têm o meu respeito pela coragem que assumem ao tentar sua “independência” sem alguma ajuda da sociedade ou do governo.
Stormy Daniels, atriz porno que anunciou sua candidatura à senadoria dos EUA.
Essas pessoas geralmente nascem com poucos recursos, tanto financeiro como intelectual ou educacional, mas dentro de seus “papéis” conseguem não depender da sociedade ou de um chefe chato para conseguir seu sustento, às vezes até o crescimento como pessoa.

Frank Abagnale, um dos maiores estelionatários da história.
Me diz, qual a diferença de se “alugar” um cérebro trabalhando 8 horas por dias, ou até mais em um empreguinho de escritório, de “alugar” o corpo por algumas horas recebendo uma quantia muito maior daquele que não é discriminado pela sociedade.
O mesmo com traficantes, nascem sem nada, quase mendigos sem respeito algum por parte da sociedade, mas eles mesmo pela prática “considerada” errada pela “lei” ainda conseguem muitas vezes dar um razoável sustento a sua família que morreria de fome se estivesse sendo escravo de uma empresa qualquer, lavando chão e vasos sanitários.
Adam Worth, considerado o ladrão mais genial do século XIX.
A sociedade recrimina essas pessoas porque elas não são escravas, não ficaram paradas implorando à alguma empresa um emprego só porque é uma pessoa de “dignidade”.
A sociedade te controla naquele emprego que o salário mal dá pro teu sustento, desviando sua atenção com o álcool, a televisão, as drogas, a mídia como um todo.
Quando ocorre casos como esses a sociedade julga errado usando a “lei” até a “religião” como explicação para convencimento da massa.
Comentários